Agradeço a todos os elogios sobre o texto, mas infelizmente ele retrata algo que aconteceu de verdade. Uma pessoa de quem gosto muito perdeu um ente querido, que eu conhecia e tinha visto há dias, e isso me deixou bastante abalada. As coisas estão mais tranquilas por agora, mas estou voltando aos pouquinhos… Obrigada a todas pelos recadinhos =]
Confesso que naquela noite, quando peguei o telefone, o objetivo era o de desabafar sobre algo chato que havia acontecido comigo. Estava furiosa por conta de um acontecimento que pra mim parecia injusto, e queria ouvir dele que eu estava certa.
No momento que atenderam o telefone, algo me pareceu estranho, mas nem tanto. Uma voz feminina, que em outro momento talvez eu tivesse certeza de quem era, atendeu e imediatamente passou o telefone para ele. Quando ouvi aquele tom de voz, me descontrolei. Perdi o chão, fiquei sem saber o que fazer, quase inerte, sem reação. Não sabia nem ao menos o que estava acontecendo, e naquele momento não tinha como ninguém me dizer. O baque ainda era recente demais, até mesmo para transmitir a notícia. Quando desligamos o telefone, a única coisa que fiz foi chorar e orar. Não sabia o que estava acontecendo, mas tentei manter uma voz tranquila e pedi que se acalmasse. Esperei por mais tarde, quando ele me disse que me procurava. Enviei mensagens no celular, tentando encorajá-lo, julgando que não se tratava do pior.
Mais tarde, depois de 1 hora em que eu estivera aflita mas, certamente, não tanto quanto ele, liguei novamente e consegui saber o que havia ocorrido. Ele não queria dizer, mas eu, burra, por não querer acreditar, acabei forçando que ele dissesse todas as palavras. Dessa vez não pude me controlar ao telefone, e ouvi o mesmo tom de voz que, mais cedo, havia me deixado arrasada.
Naquela hora, meu desejo era correr até ele, envolvê-lo em meus braços, e talvez deixar que passasse a noite em meu colo, enquanto o observava dormir. Pouco importava que hora era, ou se iam me perguntar o que havia acontecido, eu só queria estar ao seu lado, porque meu coração já estava todo com ele, tentando, de alguma forma, te dar forças para que ele pudesse atravessar esse momento de uma forma menos dolorosa, se é que era possível. Me bani de cometer tais atos, porque achei que por não ter me contado a princípio o que havia ocorrido, ele quisesse ficar só, mas me arrependo grandemente de não ter deixado meus impulsos me guiarem naquele momento. Desejei que Deus te guardasse e desligamos o telefone.
Sozinha, chorei mais uma vez e fiquei imaginando o que fazer dali em diante. O desejo de ir até lá veio mais uma vez… Pensei em pedi conselho a alguém, mas não tive coragem. Ele viajaria pela manhã, e eu queria ir junto, queria lhe dar um apoio, mesmo que fosse apenas para derramar suas lágrimas. Não consegui… por que talvez (mais uma vez pensei) ele quisesse ficar só, ou com sua família, afinal era principalmente um momento deles, embora doloroso. Passei o restante do dia me martirizando por não ter sugerido isso, apesar de que não era tão viável devido a diversos motivos.
A essa altura, ele deve estar da mesma maneira que o ouvi no dia anterior, de uma forma que eu antes até podia achar bonitinho, mas depois de ter simplesmente ouvido confesso que me deixou péssima só o fato de ter pensado nisso. De agora em diante vou fazer o possível pra evitar ouvir ou vê-lo dessa maneira. Alguns acontecimentos são inevitáveis na vida de todas as pessoas, mas quando acontecimentos como este acontecerem novamente, eu quero estar ao seu lado, segurando sua mão, enxugando suas lágrimas, assim como eu gostaria que você fizesse comigo.
Hoje o MissCroft.com está comemorando 4 aninhos! Pra quem não sabe, ele já passou pelo blig, weblogger, blogspot e desde 2005 é .com. Ainda não sei por quanto tempo mais permanecerei com ele, blogando, etc, mas pelo menos o 5º aninho está garantido, pois o domínio está registrado até ano que vem.





