Poucas coisas são tão aterrorizantes pra mim como final de semestre. E olha que esse semestre eu vivi cada período como se estivesse na correria do final dele: provas de todas as disciplinas juntas numa semana só, relatórios de aula prática para serem entregues a cada semana, estudos de caso a cada 15 dias, aulas práticas com atendimentos a pacientes… Pensei que quando ele finalmente estivesse chegando ao fim o terror terminaria.
Ledo engano. Quarta feira, as 7 da noite, enquanto tentava suprir a irresponsabilidade de uma colega que foi pra casa chorar enquanto eu e uma outra colega terminávamos um trabalho para aquele dia, “desfilava” pelo pátio da Escola e não havia uma pessoa por lá. É um dos silêncios mais angustiantes que eu já “ouvi” na vida. Passando pelo auditório, o qual estava lotado de alunos em prova (entre eles o namorado de uma famosa =P), não se ouvia um ruído a não ser o da chuva caindo ali fora. Olhava pro lado e começava a lembrar a agonia que ocupa aquele pátio um mês antes das esperadas férias, nem um sinal dela.
Ele está chegando ao fim, mas acredito que o terror só passe mesmo quando todas as notas tiverem saído e as férias cheguem de fato. E isso só vai acontecer dia 20. Estou contando os dias, horas e minutos até lá pois, sem sombra de dúvidas, são as férias mais esperadas da minha vida (por esses e por outros motivos). Eu, e praticamente todos os meus colegas, precisamos dessas férias. Foi (e é, em nosso curso) o semestre mais difícil, pois adentramos numa realidade completamente diferente daquela em que estamos habituados até o 5º semestre (metade do curso) e caímos de pára-quedas em algumas disciplinas sem qualquer preparação prévia. Além disso, é o semestre que só reúne matérias específicas do curso e com um peso em termos de conteúdo extremamente elevado. O resultado disso é simples: ninguém vai conseguir apreender todo o conteúdo exposto, muitas pessoas ficaram doentes nesse período (e eu fui uma delas, por diversas vezes), algumas colegas relataram estar consumindo calmantes, muitas se derramaram em lágrimas por causa do desespero e outras perderam peso (14kg do início do ano pra cá). Em compensação, foi o semestre em que coisas maravilhosas aconteceram, dentro e fora da faculdade, mas essas últimas eu só vou conseguir perceber depois que esse terror acabar. Por outro lado, as coisas “ruins” me fizeram lembrar de épocas passadas, épocas boas, mas isso é assunto para um próximo post.
Acho que isso é mais um desabafo mesmo… Eu sei que isso vai passar, atingindo o objetivo que eu tracei ou não, mas vai passar. E se semestre que vem se eu tiver que passar por toda essa correria de novo, pelo menos estarei mais preparada.
07/12/08 - Nada como uma manhã com papai do céu, tarde com dengo da mãe e noite com conversa com um amigo pra afastar um pouco essa sensação de loucura! Claro, faltou uma coisa, mas hoje não deu =/
Olá pessoal! Como vocês viram, o Vitor postou aqui pra contar o lado dele da nossa história, e hoje vim falar a minha versão. Eu não consegui convencê-lo de entrar de vez pra blogosfera, mas ele está autorizado e convidado a postar aqui sempre que quiser (:
Então, como ele falou, ele me reconheceu quando viu minha foto na comunidade do orkut, no dia 20/08. Nesse período eu estava com aquela foto curiosa da peruca, que ninguém sabia se era meu cabelo ou não (e mesmo assim ele reconheceu). Um ou dois dias depois dessa data eu entro no orkut e me deparo com um pedido de contato em nome de um tal Vitor. Ia aceitar de cara, achando que fosse um colega meu de faculdade. No entanto, achei que a foto não era da mesma pessoa que eu estava pensando, e resolvi ler o comentário que constava no pedido: “Pera, antes de aceitar/recusar olhe seu e-mail/msn”. Só esse comentário já me atiçou a curiosidade… Fui correndo olhar o e-mail e chegando lá ele se apresentava, dizia de onde me conhecia (das famosas aulas de estatística…) e que tinha me reconhecido lá no orkut e me adicionado. Achei essa atitude tão fofa, afinal, mal deixam um recado quando te adicionam no orkut, enviar e-mail então… Aceitei na hora e respondi dizendo que não me lembrava dele (culpa sua de não ter ido falar comigo! =P), mas que essa era uma boa chance da gente se conhecer. O rapazinho, que não é besta nem nada, me adicionou no mesmo dia no msn.
A cada conversa descobrimos diversas coisas em comum: o jeito meio atrapalhado, os gostos semelhantes, as manias… Coisas aparentemente bobas pra qualquer outra pessoa, mas que pros dois parecia algo inacreditável encontrar alguém com as mesmas características (incomuns, por sinal).
Marcamos de nos ver pessoalmente pela primeira vez depois desse reencontro no Festival de Cultura Japonesa. Chegando lá, ainda comentei: “Será que vou reconhecer Vitor aqui no meio de tanta gente?”. Foi fechar a boca e olhar pra frente que lá estava aquele rapaz de bermuda e camisa branca, com aquele olhar que mais tarde eu passaria a admirar. Só aquele encontro me deixou de pernas bambas. A primeira atitude dele foi pedir para me ver de costas. Apesar de achar estranho, permiti. Quando ele volta pra minha frente mostra a “pinta” que ele tem no mesmo braço que eu. É impossível não relatar que naquele momento o primeiro pensamento que veio à minha mente foi “será que é Ele?”. Eu mal o conhecia e ele já mexia tanto comigo…
Depois do festival, nos falamos praticamente todos os dias via msn e orkut. Até o dia do Anibahia, 2 semanas após o primeiro encontro. Saímos aqui de casa por volta das 13h rumo ao evento. Passamos a tarde inteira juntos rodando a FJA. Ao final do concurso de Cosplayers fomos escutar música juntos e… acabamos começando a namorar.
Desde então, acho que qualquer pessoa em sã consciência tem percebido as mudanças que a presença de Vitor têm causado em mim. Mais palavras seriam desnecessárias para explicar, portanto:
Eu te amo.
Ótima semana a todos!