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Dec
12.12.08 :: 21:23. Arquivado em: Etc, Pessoal, Reflexão. . 0 comentário aguardando moderação.


Os últimos dias me peguei relembrando momentos que tinham passado até então, aparentemente, despercebidos em minha vida. Lembrei-me dos meus primeiros amigos e do tal coelho branco. Não, não é o mesmo da Alice, mas que com certeza me fez descer até a toca e experimentar um mundo de maravilhas.

1994, ano em que o Brasil se tornou tri-campeão mundial de futebol, ano em que eu conheci Jefferson e Elaine, meus vizinhos naquela época. Pessoas que se tornariam meus amigos pelos próximos anos. Amigos mesmo! Do tipo de imitar power rangers (claro, eu era a Kimberly =P), cavaleiros do zodíaco (eu era a Saori e Athena, e Elaine tinha um gosto por Shiryu que até hoje eu não entendo), é o tchan (segredo mais mortal da minha vida!!!), Thalia (eu e Elaine imitávamos ela e os meninos, Jeff e meu irmão, eram os jurados). De aturar picuinhas, de brincar de pega-pega correndo pela casa inteira (os 3 andares da casa de Jeff), de espalhar milhares de pecinhas da casa da Barbie pela garagem, levar um dia inteiro arrumando a casa dela e ter que guardar tudo à noite pra dormir, da briga idiota, e de tantas e tantas outras coisas que não caberiam num post. Mais tarde viriam Álamo e Luís Paulo, pra completar o quinteto dos Cavaleiros, pra ajudar a empurrar o skate ladeira abaixo, pra fazer bagunça nos aniversários das bonecas.

1998, ano em que eu entrava no ginásio. Início do que eu viveria naquele e nos próximos 3 anos. Escola nova e a pior impressão que poderia se passar numa situações dessas era a de ser uma nerd. Incrivelmente, naquela época, eu conquistei essa façanha. Fui apelidada de “Eugênia” por uma colega ao desafiar sozinha a sala inteira e o livro, contestando a resposta que ambos davam a uma pergunta do professor. O professor concordou comigo, nossa idéia tinha lógica, mas estávamos errados, mesmo assim o apelido pegou até o último ano, 8ª série. Foi a época em que eu conheci Cleide, Daniana, Monique, Michelle, Gabriele, Marilene, Eliane, Danilo, Ana Cláudia, Magno, Raimundo, Ramon, João Paulo, Paulo Henrique, Diego Henrique, Cristiane, Rafaela, “Tá beleza”, Marcus, Maria Geórgia, Elane, Kelly, Larissa, Jordan… Pessoas com quem hoje, mal tenho contato, mas que conquistaram um pedacinho do meu coração que permanece até hoje aqui com propriedade. Época dos trabalhos bem bolados, que levavam semanas para ficarem prontos, que exigiam tardes inteiras nas casas das colegas, fazendo bagunça e beijinho de coco. Quantas, mas quantas aulas vagas brincando de “foi” (quem brincou de elástico quando criança provavelmente conhece essa brincadeira), os desenhos de Dragon Ball feitos por meus colegas Jordan e Magno, o meu quase primeiro beijo roubado por Magno e o quase decepamento da orelha dele depois disso. E claro, impossível esquecer dos professores daquela época, verdadeiros educadores, profª Lígia, Jussara, Jaira, Judite, Maria Helena e até o tal professor que me apoiou, mas me fez tomar a primeira nota vermelha da minha vida na 4ª unidade XD

1997 a 2000 e bolinhas… Um edifício , o edifício Diana, teve a história de sua existência marcada por diversos nomes em diversas épocas. Na época em que eu participei dessa marcação da história os nomes foram os de Íris, Matheus, Camilo, Rebeca, Vitor, Gian, Lídia, Lia, Ronaldinho e Lucas diabinho. Teve mais gente, mas eu não lembro XD Quem imaginaria que numa simples brincadeira de esconde-esconde eu iria conhecer a minha melhor amiga de longas datas, e quem diria que nos apaixonaríamos pelo mesmo menino… Vegita, hehehe (pois é, nessa época não era mais cavaleiros, já era Dragon Ball). Dos dias inteiros correndo pelo playground e estacionamento, dos esconde-esconde até 11 ou mais da noite, das frases clássicas “(es)astribanê” e “aqui no fondinho”, do jogo da verdade, bicicleta, Barbie, das confissões nunca feitas, dos beijos nunca trocados, dos milímetros amados, do mascote do grupo (Minnie!), ficou saudade.

2001, primeira vez que eu participava de um evento voltado pros jovens da Igreja em Salvador. O nome do evento é “Vida Saudável”, onde os jovens se reúnem durante o período do carnaval para “fugir” da agonia que toma conta da cidade durante essa época. Continuei participando nos anos seguintes, até o ano de 2004. Durante os poucos dias do carnaval dava pra aproveitar bastante! Piscina, vôley, baralho, trilha, basquete, e o melhor de tudo sempre desfrutando do Senhor. Se antes eles eram simples irmãozinhos em Cristo, alguns se tornaram quase que irmãos de sangue. Thiago Magno e Thiago Dionísio, Itayane, Aline, Dalila, Rafael… Hoje vejo alguns deles nas reuniões de domingo e só. Acaba batendo aquela saudade daquele tempo… Neste primeiro ano, em 2001, esse evento foi no CEFET-BA, e lembro-me que comentei com um dos meninos: “esse é o meu futuro colégio”. Pra ingressar no CEFET é necessário realizar uma espécie de vestibular, mas eu estava certa de que passaria.

2002 a 2004, início do ensino médio. O resultado do CEFET saiu em Fevereiro, e as aulas começariam em Abril. E meu nome estava lá, na lista dos aprovados. O meu primeiro ano foi a maior diversão! Pessoas novas, colégio novo, disciplinas novas, hábitos novos… Foi nesse período em que eu fiz teatro, karatê, vôley, além de perder de ano, por uma injustiça, mas perdi. Período em que eu aprendi muito, em todos os sentidos. Período em que eu mais amadureci. Período em que eu conheci minha irmã louca (inSânia), meu amigo grandão (Luciano), meu ex-futuro fotógrafo oficial (Torinho), roubaram meu primeiro beijo, fui pra finais em todos os anos, me tornei uma samurai (e deixei essa prática ir sumindo com o tempo =/) e coisas que eu fiz questão de deixar pra trás.

Momento nostalgia total, eu sei… Mas deu vontade (= Daqui a alguns anos espero contar sobre essa loucura toda que tenho vivido na faculdade e o como foi bom e deixou saudades ^^






06
Oct
06.10.08 :: 21:03. Arquivado em: Devaneios, Reflexão. . 0 comentário aguardando moderação.


Eu sou do tipo que fará de tudo, tudo mesmo, pra tentar te fazer feliz. Eu sou amiga, inimiga, companheira, conselheira, namorada, mulher, amante, tudo numa só. E eu quero que você se aproveite disso, de todas as formas que eu posso personificar.

Eu sou do tipo que sonha, e alto por sinal. Daquele tipo que sempre é repreendida em meio a uma reunião ou aula por não estar prestando muita atenção ao que está sendo falado, do tipo que planeja, providencia, executa, sempre com o sentimento de que pode e vai dar certo. Mas também sou do tipo que gosta de ter os dois pés no chão, de ter contato direto com a realidade e não ser engolida por uma utopia.

Eu sou do tipo que esconde ao máximo sua insegurança, afinal ninguém gosta muito de ter uma pessoa insegura ao lado, mas também sou do tipo que precisa de certezas, não de promessas.

Eu sou do tipo que está sempre com um sorriso no rosto, “pensando positivo”, que detesta pessoas que reclamam demais sobre suas vidinhas e seus problemas enooormemente complicados fúteis, mas que também tem suas necessidades de um ombro, de desabafos, de choros e confissões. Acima de uma companhia, preciso de alguém com quem possa contar.

Eu sou do tipo que admira um belo dia de sol, mas que também agradece pelos dias chuvosos. Cada um tem o seu plano a cumprir.

Eu sou do tipo que acredita que as pessoas são boas, que se importam com as outras, fruto da minha tamanha inocência, mas que se me mostram o contrário, tenha certeza de que perderam qualquer coisa que poderiam ter de mim.

Eu sou do tipo que se preocupa mais com você do que comigo, e que passar por cima do que eu quero pra satisfazer a sua vontade é algo que eu faço com freqüência, mas não me faça me arrepender de fazer isso.

Eu sou do tipo que está sempre pensando no futuro, no que poderá ser, mas que tem aprendido a viver o presente, inclusive utilizando-o como parte do processo para obtenção daquilo que eu desejo lá pra frente. Como se diz “o hoje é uma dádiva, por isso se chama presente”, e eu acredito nisso.

Eu sou do tipo boazinha, mas quando quero posso ser malvada (principalmente quando quiser te torturar) e cruel (principalmente quando eu achar que você merece).

[...]

Um outro post estava programado pra vir aqui depois do anterior, mas algo me incomodou e me fez escrever essas palavras. Talvez seja consequência dos dias de princesa, que também me concederam uma vontade louca de comer chocolate hoje à tarde. Talvez seja fruto desse final de semana, meio louco, meio prazeroso, meio ansioso, meio constrangedor… Talvez seja agonia pelo próximo que chega (chega? mas a semana mal começou!). Enfim, cenas dos próximos capítulos!






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