Não tenho idéia de como é o São João pro pessoal do sul, sudeste, e demais regiões do Brasil, mas pros nordestinos as festas juninas são praticamente tão agitadas quanto o Natal (eu diria até mais). É época de dançar forró, quadrilha, fazer fogueira, soltar fogos, comer milho e amendoim cozido, canjica, bolo de aipim, beber licor…
Cresci com o costume de todo 23 de junho colocar uma saia rodada, chapéu de palha, trancinhas penduradas no chapéu, bochechas coradas com pintinhas pretas, acender uma chuvinha e sair rodando pelo ar. Da última vez que fiz isso, que eu me lembre, quando a chuvinha acabou arremessei do outro lado da rua, bem nas costas de meu avô (que acendia uma enorme fogueira todo ano, também tradição), e fiquei com vergonha e com medo de tê-lo machucado. Acho que essa é a época que mais me faz lembrar dele, pois era ele que separava, dias antes, todos os galhos velhos da construção do prédio em que moro hoje com minha avó, para no dia 23 fazer a fogueira, que reunia todos os vizinhos da rua em volta dela.
Lá se vão 10 anos desde que ele foi obrigado a nos deixar, e depois disso nunca mais acendemos uma fogueira. Apesar disso, as lembranças permanecerão para sempre.
Não pretendia vir escrever um post que não fosse de “Oi, voltei!”, mas me deu vontade de compartilhar isso aqui. E de quebra, desejo a todos um ótimo São João!
Relutei em vir aqui pra escrever esse post (por incrivelmente SEMPRE que eu venho falar que estou sem tempo, dias depois fico mais livre ¬¬), mas acho que ele é necessário, e mesmo que eu arrume tempo por agora existem algumas coisas que estão gritando mais alto para serem atendidas que a postagem do blog, infelizmente =(
Então, como diz o tÃtulo, vou dar um tempo nas postagens do blog, porque mesmo com mais de uma dezena de posts nos rascunhos não estou tendo tempo para terminá-los, e quando tenho não encontro disposição nenhuma. Volto, possivelmente, quando as férias estiverem por perto ou instaladas ou ainda quando as coisas acalmarem e parte delas estiverem resolvidas (na volta das postagens comento sobre…), mas tentarei passar pelo blog de todo mundo pra sempre dar uma conferida e ficar atualizada =D Torçam por mim!
Até mais!
Continuando com a maré de sorte, logo depois do primeiro sorteio (que eu falei nesse post) ganhei outro sorteio do blog da Angrecia. Os prêmios (uma paleta de sombras da coleção Caribbean, da Nyx; Glitter para olhos, também da Nyx; esmalte da coleção Beauty Rush da Victoria’s Secret) chegaram quarta feira passada, mas só consegui fazer o post falando sobre eles hoje. Muito obrigada mais uma vez pelos prêmios! ^^


Testei as sombras, que são M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S!!! E azul é minha cor favorita ^^ Ainda vou precisar de um treino pra conseguir usá-las e fazer um visual legal, mas esse final de semana já me arrisquei na terceira e quinta cores e ficou bem legal =]

E aproveitei pra fazer o “esmalte da semana” com esmalte novinho né? Que ultrapassou a listinha dos últimos que eu comprei e ainda nem usei… A cobertura dele é ótima, seca super rápido e nem dá tempo de fazer bolinhas! Com duas mãos já ficou bom. Não tem dizendo qual o nome da cor =/ A Angrécia me falou o nome do esmalte, é How Sweet =]

As fotos não ficaram grande coisa porque foram tiradas do meu celular… Uma hora dessas eu arrumo uma câmera de verdade pra tirar fotos melhores =S
Eu quero sentir o sopro do vento em meu rosto, quando o carro estiver em alta velocidade na estrada. Janelas abertas, som no volume alto, sol brilhando no inÃcio da manhã.
Eu quero acordar todos os dias, olhar pro lado e ver que fiz a escolha certa, não me arrependendo dessa escolha, apesar dos altos e baixos. E quando não tiver pra quem olhar, eu quero sentir saudades.
Eu quero continuar seguindo o caminho para alcançar meus sonhos de menina, porque se tem algo que me manteve viva até hoje – além do Senhor – certamente foram eles.
Eu quero continuar sendo cautelosa, medindo minhas ações até onde eu puder, porque só assim, acredito, jamais irei me arrepender de nada.
Eu quero um companheiro, e quem não quer? Mas não apenas uma pessoa pra me encher de beijos ou de carÃcias, como também pra estar ao meu lado pro que der e vier, me apoiar quando for preciso e, mesmo que eu esteja errada, tente me mostrar com carinho e no fim escolha a mim antes de qualquer coisa.
Eu quero não sentir mais saudades do que passou, porque por mais que o hoje esteja me dando sérias dores de cabeça, é esse hoje que será o meu passado amanhã.
Eu quero não ser dependente das pessoas, mas isso não significa que eu não precise delas. Eu quero poder ter uma vida independente dos outros, mas quero que algumas pessoas continuem fazendo parte dela.
Eu quero, assim como muitos, conhecer outras pessoas, viajar, visitar lugares e, no final das contas, perceber que pessoas são insubstituÃveis e quase todo o resto é dispensável.
E tudo que eu mais quero hoje é dormir, dormir, dormir… E só acordar daqui a um ano, para que todas as preocupações já tivessem passado e eu pudesse aproveitar a parte boa que eu aguardo tanto chegar, e nunca chega.
Essa história é um conto criado por mim, meio baseada em fatos reais, irreais e meio baseada em fatos surreais (hehe). É dividida em algumas partes. Clique para conferir as partes que já passaram por aqui.
Apesar de ser uma das pessoas mais apaixonadas por dormir que eu conheça, eu tinha que estar no escritório à s 9h em ponto, e meu chefe não ia aceitar a desculpa de que eu cheguei atrasada por dormir até mais tarde depois de ter passado a madrugada inteira jogando vÃdeo-game (a época da aborrescência já tinha passado faz tempo).
Levantei-me da cama, olhando-o de cima, num sono gostoso… O que me deu mais preguiça outra vez. Decidi ir de uma vez para o banho e me arrumar. O Nicholas tinha um sono que se pudesse ser comparado a peso seria o equivalente a toneladas. Nada o acordava, e olha que eu sou bem bagunceira na hora de me arrumar (na tentativa até de fazê-lo acordar e me dar um beijo antes de sair pro trabalho). Resolvi deixar um bilhete na cabeceira da cama, perguntando se gostaria de almoçar comigo, e saÃ. Billy deve ter ficado triste por não termos passeado como de costume, mas eu estava morrendo de sono pra conseguir correr naquela manhã.
Entrei no carro, jogando a bolsa no banco traseiro, e fiz o mesmo caminho que sempre fazia para ir ao trabalho. Comecei a divagar sobre o bilhete, me perguntando se o Nicholas veria. Ele é sempre tão desligado com tudo que provavelmente só veria o bilhete dias depois… Pensei em preparar um jantar especial para nós dois, caso ele não ligasse até a hora do almoço. O sinal fechou e eu parei o carro na faixa central, ainda em meus pensamentos. Do meu lado esquerdo parou um homem, com um terno bege, uma camisa social azul clara e uma gravata em listras num tom de azul mais escuro. Ele tinha os cabelos lisos, castanho claro, caindo pelo rosto. O tal homem ficou me encarando durante o tempo todo que ficamos parados no sinal, e eu estava desconfortável com aquela situação. Quando pensei em perguntar qual era a dele, o sinal abriu, e eu pude finalmente sair dali, pisando firme no acelerador.
Alguns minutos depois cheguei ao prédio da empresa, e fui direto à minha mesa. Amanda, que não estava em sua mesa quando cheguei, veio desesperada ao meu encontro:
- Mia! Você está bem? O que aconteceu com você ontem?
- Bom dia Amanda! Estou bem sim… Foi só um descontrole momentâneo – então sorri enquanto olhava pra ela.
- Hum… sei – disse ela, como se desconfiasse que eu fosse uma completa maluca.
- Você chegou cedo hoje hein? – tentei desconversar…
- Pois é, tenho um relatório imenso para entregar hoje e ainda não terminei. Hoje é o último dia do prazo, e seu eu não conseguir terminar o chefinho vai me dar um baita carão, porque parece que a proposta é das boas…
- Nossa! Mas ele te deixou sozinha nessa?
- Eh… nossa! Eu esqueci de pegar umas folhas que deixei com o chefe pra assinar. Já volto!
Percebi que ela não queria falar sobre o assunto, mas também não entendi muito bem o porque. Será que era algum tipo de trabalho com comissão e ela queria só pra ela? Não… Acho que Amanda não faria isso, ou pelo menos não esconderia de mim.
O dia se arrastava… Passei o dia respondendo e-mails de clientes e contactando empresas por telefone. O Nicholas, como o previsto, não deve ter visto o bilhete, pois já passava das 13h e nada dele. Meu celular tocou, e depois de alguns segundos tentando pescá-lo de dentro da bolsa fiquei surpresa ao ler o nome que apareceu no visor do aparelho identificando a chamada. Era o Rafael, um ex-namorado para quem eu teria ligado ontem, após a minha visão do inferno com o Nic.
- Alô? – atendi como se realmente não soubesse quem estava do outro lado da linha.
- Mia? Oi! Você me ligou ontem à noite?
Pensei em mentir, inventar alguma história cabulosa onde meu celular tivesse discado sozinho para ele – sabe-se Deus como – mas não consegui pensar em nada que fosse convincente e ao mesmo tempo não parecesse ridÃculo.
- Ah, oi Rafa. Liguei sim, mas não foi nada importante.
- Não mesmo? Tudo bem, se não quiser falar…
- Na verdade, posso falar o que foi. Estava com problemas para instalar um programa no meu computador e pensei que você pudesse me dar uma luz, mas já consegui. Viu? Nada importante.
- Hum… – ele fez como se não acreditasse totalmente em minha história, ou tivesse desapontado com o motivo da minha ligação no dia anterior – ok. Preciso ir agora, meu chefe chegou.
- Ok, até depois então.
- Beijo!
Não consegui mandar outro de volta e disse apenas um “tchau” sem muita emoção. Eu sei mais do que ninguém que ter ex-namorados por perto não é nada legal, mas este já havia se tornado “especial” devido a sua insistência em querer permanecer meu amigo após o término.
Depois de desligar, dei uma olhada no escritório. Amanda estava concentrada em seu relatório, e eram 15h. Não havia nada pra fazer ali, então decidi ir até um supermercado/delicatessen aqui perto, dentro de um pequeno shopping, comprar algumas coisinhas para o jantar. Avisei à Amanda, que mal me respondeu, e peguei as chaves do carro.