21
Abr

Complexa: Parte 5

21.04.10 :: 19:25. Arquivado em: Devaneios, Séries.

Essa história é um conto criado por mim, meio baseada em fatos reais, irreais e meio baseada em fatos surreais (hehe). É dividida em algumas partes. Clique para conferir as partes que já passaram por aqui.

Apesar de ser uma das pessoas mais apaixonadas por dormir que eu conheça, eu tinha que estar no escritório às 9h em ponto, e meu chefe não ia aceitar a desculpa de que eu cheguei atrasada por dormir até mais tarde depois de ter passado a madrugada inteira jogando vídeo-game (a época da aborrescência já tinha passado faz tempo).

Levantei-me da cama, olhando-o de cima, num sono gostoso… O que me deu mais preguiça outra vez. Decidi ir de uma vez para o banho e me arrumar. O Nicholas tinha um sono que se pudesse ser comparado a peso seria o equivalente a toneladas. Nada o acordava, e olha que eu sou bem bagunceira na hora de me arrumar (na tentativa até de fazê-lo acordar e me dar um beijo antes de sair pro trabalho). Resolvi deixar um bilhete na cabeceira da cama, perguntando se gostaria de almoçar comigo, e saí. Billy deve ter ficado triste por não termos passeado como de costume, mas eu estava morrendo de sono pra conseguir correr naquela manhã.

Entrei no carro, jogando a bolsa no banco traseiro, e fiz o mesmo caminho que sempre fazia para ir ao trabalho. Comecei a divagar sobre o bilhete, me perguntando se o Nicholas veria. Ele é sempre tão desligado com tudo que provavelmente só veria o bilhete dias depois… Pensei em preparar um jantar especial para nós dois, caso ele não ligasse até a hora do almoço. O sinal fechou e eu parei o carro na faixa central, ainda em meus pensamentos. Do meu lado esquerdo parou um homem, com um terno bege, uma camisa social azul clara e uma gravata em listras num tom de azul mais escuro. Ele tinha os cabelos lisos, castanho claro, caindo pelo rosto. O tal homem ficou me encarando durante o tempo todo que ficamos parados no sinal, e eu estava desconfortável com aquela situação. Quando pensei em perguntar qual era a dele, o sinal abriu, e eu pude finalmente sair dali, pisando firme no acelerador.

Alguns minutos depois cheguei ao prédio da empresa, e fui direto à minha mesa.  Amanda, que não estava em sua mesa quando cheguei, veio desesperada ao meu encontro:

- Mia! Você está bem? O que aconteceu com você ontem?

- Bom dia Amanda! Estou bem sim… Foi só um descontrole momentâneo – então sorri enquanto olhava pra ela.

- Hum… sei – disse ela, como se desconfiasse que eu fosse uma completa maluca.

- Você chegou cedo hoje hein? – tentei desconversar…

- Pois é, tenho um relatório imenso para entregar hoje e ainda não terminei. Hoje é o último dia do prazo, e seu eu não conseguir terminar o chefinho vai me dar um baita carão, porque parece que a proposta é das boas…

- Nossa! Mas ele te deixou sozinha nessa?

- Eh… nossa! Eu esqueci de pegar umas folhas que deixei com o chefe pra assinar. Já volto!

Percebi que ela não queria falar sobre o assunto, mas também não entendi muito bem o porque. Será que era algum tipo de trabalho com comissão e ela queria só pra ela? Não… Acho que Amanda não faria isso, ou pelo menos não esconderia de mim.

O dia se arrastava… Passei o dia respondendo e-mails de clientes e contactando empresas por telefone. O Nicholas, como o previsto, não deve ter visto o bilhete, pois já passava das 13h e nada dele. Meu celular tocou, e depois de alguns segundos tentando pescá-lo de dentro da bolsa fiquei surpresa ao ler o nome que apareceu no visor do aparelho identificando a chamada. Era o Rafael, um ex-namorado para quem eu teria ligado ontem, após a minha visão do inferno com o Nic.

- Alô? – atendi como se realmente não soubesse quem estava do outro lado da linha.

- Mia? Oi! Você me ligou ontem à noite?

Pensei em mentir, inventar alguma história cabulosa onde meu celular tivesse discado sozinho para ele – sabe-se Deus como – mas não consegui pensar em nada que fosse convincente e ao mesmo tempo não parecesse ridículo.

- Ah, oi Rafa. Liguei sim, mas não foi nada importante.

- Não mesmo? Tudo bem, se não quiser falar…

- Na verdade, posso falar o que foi. Estava com problemas para instalar um programa no meu computador e pensei que você pudesse me dar uma luz, mas já consegui. Viu? Nada importante.

- Hum… – ele fez como se não acreditasse totalmente em minha história, ou tivesse desapontado com o motivo da minha ligação no dia anterior – ok. Preciso ir agora, meu chefe chegou.

- Ok, até depois então.

- Beijo!

Não consegui mandar outro de volta e disse apenas um “tchau” sem muita emoção. Eu sei mais do que ninguém que ter ex-namorados por perto não é nada legal, mas este já havia se tornado “especial” devido a sua insistência em querer permanecer meu amigo após o término.

Depois de desligar, dei uma olhada no escritório. Amanda estava concentrada em seu relatório, e eram 15h. Não havia nada pra fazer ali, então decidi ir até um supermercado/delicatessen aqui perto, dentro de um pequeno shopping, comprar algumas coisinhas para o jantar. Avisei à Amanda, que mal me respondeu, e peguei as chaves do carro.


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13
Jan

Complexa : Crônicas 2

13.01.10 :: 20:44. Arquivado em: Pessoal.

Agradeço a todos os elogios sobre o texto, mas infelizmente ele retrata algo que aconteceu de verdade. Uma pessoa de quem gosto muito perdeu um ente querido, que eu conhecia e tinha visto há dias, e isso me deixou bastante abalada. As coisas estão mais tranquilas por agora, mas estou voltando aos pouquinhos… Obrigada a todas pelos recadinhos =]

Confesso que naquela noite, quando peguei o telefone, o objetivo era o de desabafar sobre algo chato que havia acontecido comigo. Estava furiosa por conta de um acontecimento que pra mim parecia injusto, e queria ouvir dele que eu estava certa.

No momento que atenderam o telefone, algo me pareceu estranho, mas nem tanto. Uma voz feminina, que em outro momento talvez eu tivesse certeza de quem era, atendeu e imediatamente passou o telefone para ele. Quando ouvi aquele tom de voz, me descontrolei. Perdi o chão, fiquei sem saber o que fazer, quase inerte, sem reação. Não sabia nem ao menos o que estava acontecendo, e naquele momento não tinha como ninguém me dizer. O baque ainda era recente demais, até mesmo para transmitir a notícia. Quando desligamos o telefone, a única coisa que fiz foi chorar e orar. Não sabia o que estava acontecendo, mas tentei manter uma voz tranquila e pedi que se acalmasse. Esperei por mais tarde, quando ele me disse que me procurava. Enviei mensagens no celular, tentando encorajá-lo, julgando que não se tratava do pior.

Mais tarde, depois de 1 hora em que eu estivera aflita mas, certamente, não tanto quanto ele, liguei novamente e consegui saber o que havia ocorrido. Ele não queria dizer, mas eu, burra, por não querer acreditar, acabei forçando que ele dissesse todas as palavras. Dessa vez não pude me controlar ao telefone, e ouvi o mesmo tom de voz que, mais cedo, havia me deixado arrasada.

Naquela hora, meu desejo era correr até ele, envolvê-lo em meus braços, e talvez deixar que passasse a noite em meu colo, enquanto o observava dormir. Pouco importava que hora era, ou se iam me perguntar o que havia acontecido, eu só queria estar ao seu lado, porque meu coração já estava todo com ele, tentando, de alguma forma, te dar forças para que ele pudesse atravessar esse momento de uma forma menos dolorosa, se é que era possível. Me bani de cometer tais atos, porque achei que por não ter me contado a princípio o que havia ocorrido, ele quisesse ficar só, mas me arrependo grandemente de não ter deixado meus impulsos me guiarem naquele momento. Desejei que Deus te guardasse e desligamos o telefone.

Sozinha, chorei mais uma vez e fiquei imaginando o que fazer dali em diante. O desejo de ir até lá veio mais uma vez… Pensei em pedi conselho a alguém, mas não tive coragem. Ele viajaria pela manhã, e eu queria ir junto, queria lhe dar um apoio, mesmo que fosse apenas para derramar suas lágrimas. Não consegui… por que talvez (mais uma vez pensei) ele quisesse ficar só, ou com sua família, afinal era principalmente um momento deles, embora doloroso. Passei o restante do dia me martirizando por não ter sugerido isso, apesar de que não era tão viável devido a diversos motivos.

A essa altura, ele deve estar da mesma maneira que o ouvi no dia anterior, de uma forma que eu antes até podia achar bonitinho, mas depois de ter simplesmente ouvido confesso que me deixou péssima só o fato de ter pensado nisso. De agora em diante vou fazer o possível pra evitar ouvir ou vê-lo dessa maneira. Alguns acontecimentos são inevitáveis na vida de todas as pessoas, mas quando acontecimentos como este acontecerem novamente, eu quero estar ao seu lado, segurando sua mão, enxugando suas lágrimas, assim como eu gostaria que você fizesse comigo.


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21
Nov

Complexa : Crônicas

21.11.09 :: 22:41. Arquivado em: Devaneios.

As vezes me pego pensando se é realmente assim que eu quero que as coisas caminhem. Não que eu tenha o dom de poder mudar tudo ao meu simples desejar, mas sei que minha vontade tem influência sobre a decisão das atitudes que algumas pessoas ao meu redor irão tomar. A partir do momento em que descobri esse fato, vivo me perguntando se devo ou não forçar um pouco a barra para que façam o que eu quero ou se sacrifico o meu desejo para manter as coisas como estão ou como os outros desejam.

Para mim, sacrificar o que eu quero nunca foi um problema muito grande, coisa que eu não tenho orgulho nenhum em admitir. Por vezes desejei ser diferente, mas até hoje não consegui.  Se as pessoas vêm até mim, com um pedido pronto, atuo como o gênio da lâmpada ou a fada madrinha dos contos de fadas e realizo os seus desejos. Não faço o impossível, nem coisas extraordinárias, mas sei que, merecendo ou não, não consigo dizer não se elas fazem questão de me pedir algo.

Acho que já me acostumei a “servir” aos outros, e penso que muitas vezes eu quero mais realizar os seus desejos do que eles próprios. O “problema” aparece quando eles não querem me fazer um pedido, ou melhor, não querem exigir nada. Parece ridículo, mas o simples fato de saber que alguém, talvez, não faça tanta questão de ter seu desejo atendido por mim ou só quer que eu o atenda se for da minha vontade me desestrutura completamente. O que faço, se não me sinto pressionada? Se tenho a liberdade de escolher se realizo ou não aquele favor ou pedido? Porque é mais fácil pensar que as pessoas não se importam com minha “ajuda” quando, na verdade, exatamente por se importarem é que me dão o direito de escolha?

As saídas existem, e eu posso até escolher qual delas usar, mas a escolha e a justificativa para tal é que eu não consigo elaborar para poder enganar a todos – ou a mim – sobre o que quero.


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06
Out

Complexa: Parte 4

06.10.09 :: 10:49. Arquivado em: Devaneios.

Essa história é um conto criado por mim, meio baseada em fatos reais, irreais e meio baseada em fatos surreais (hehe). É dividida em algumas partes. Clique para conferir as partes que já passaram por aqui.

Billy, como sempre, não se afastava do meu lado, e toda vez que me via chorando “corria” com o rabinho abaixado, como se entendesse minha tristeza, e lambia meu rosto como se quisesse enxugar minhas lágrimas. Eu chorava cada vez mais, abraçando Billy e sentindo que minhas esperanças se acabavam junto com o sol que ia se pondo. Ouvi uma zuada de motor de carro, em meio ao silêncio que me rodeava, então logo olhei para trás. Era o Nicholas descendo de um táxi, sozinho (deve ter tido bastante trabalho em convencer a Amanda a não vir junto com ele). Quando o percebi se aproximando voltei a olhar para o horizonte, enxugando as lágrimas para que ele não percebesse.

- Mia…

- O que você veio fazer aqui? Como descobriu que eu estava aqui? – Estava irritada pelo que vi, mas queria uma explicação, porque pra mim nada mais justo que escutar a verdade, ainda que seja dolorosa.

- Esse é o seu lugar preferido para admirar o pôr do sol, e é pra cá que você sempre vem quando está triste…

Ele me conhecia mais do que eu sabia, enquanto a sensação que eu tinha era que não o conhecia o suficiente. Essa sensação era incômoda, pois eu me sentia em desvantagem, acabava atirando para todos os lados tentando entendê-lo e quase sempre me surpreendia com seu pensamento ou vontade. Quando tentava questioná-lo sobre suas coisas preferidas, era sempre um mistério, e terminava em dúvidas. Sempre achei que eu falava demais e ele de menos. Sempre quis ser sua melhor amiga e prever sua reação ou palavra, mas não me sentia dotada deste poder…

- Mia…

- Desde quando você estava me enganando, Nicholas?

- Mia, eu não estava enganando você. Eu sei como você detesta a Lo…

- Não pronuncia o nome dela, por favor. Esse nome me enoja…

- Tá bom, eu sei que você não gosta dela. Eu nunca ia imaginar que te encontraria no meio da tarde lá no restaurante…

- Ficou surpreso? Porque eu descobri seu segredinho?

- Não Mia… Você não descobriu meu segredinho.

Fiquei sem entender. Ele estava sendo sarcástico ou querendo dizer que havia algo muito pior do que eu imaginava? Não suportei e perguntei:

- O que você quer dizer?

(more…)


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23
Ago

Complexa: Parte 3

23.08.09 :: 13:54. Arquivado em: Devaneios.

Essa história é um conto criado por mim, meio baseada em fatos reais, irreais e meio baseada em fatos surreais (hehe). É dividida em algumas partes. Clique para conferir as partes que já passaram por aqui.

O garçon estava no meio do caminho, e a mesa uns 10m de distância. Corri na direção da mesa, quando o garçon se curvou para atender o cliente e eu o vi… em frente a ela, que segurava sua mão. Amanda parou atrás de mim e tentou me acalmar segurando meu braço. O garçon levantou-se de vez, esbarrando em mim e derrubando uma pequena pilha de pratos de porcelana branca no chão. Todos olharam em direção ao desastre, inclusive eles.

Só de olhar aquela mulher já me dava ânsia de vômito, e vê-la segurando a mão de meu namorado, no meu restaurante preferido, onde ele havia me pedido em namoro, era mais do que eu podia suportar.

Me virei e corri, desesperadamente, em direção ao carro. Deu para ouvir os gritos da Amanda e do Nicholas, chamando por meu nome. Quando sentei no banco do motorista, com os vidros fechados, ainda deu tempo de vê-lo, com aquele olhar de assustado, como se eu tivesse descoberto o segredo que ele escondera há tanto tempo, gelei e fiquei paralisada. Ao perceber que ele descia as escadas do restaurante, consegui sair do meu estado de atordoamento e travei as portas do carro. Ele começou a bater com as quinas dos dedos e chamar meu nome.

- Mia, espere! Não é o que você está pensando! - a frase clássica, que só serviu para aumentar a raiva que eu estava sentindo.

- Mia! Por favor, espere!

Passei a marcha ré e fiz o balão no estacionamento do restaurante. Passei a primeira marcha e saí aceleradamente, cantando os pneus. Sequer pensei na loucura que era estar dirigindo naquele estado de nervos. A única coisa na qual conseguia pensar era no porque ele mentiu quanto ao horário que voltaria de viagem e, um motivo justo, pelo menos lúdico, do porque ele estar num restaurante com a amiga dele que eu mais detesto no mundo: Lorena. Foram diversas as vezes que eu já havia dito que não gostava dela, mesmo assim o único esforço que ele fazia era de tentar me convencer de que ela era uma pessoa legal – em vão. Quantas e quantas noites passei com o estômago embrulhado, as mãos geladas, a cabeça doendo, por conta das ligações e mensagens que ela deixava para ele, e ele insistindo que não havia nada demais. Perdia a fome, a vontade de ficar acordada, o ânimo para trabalhar, e até mesmo, certa vez, coloquei em dúvida se era esse o futuro que eu queria pra mim. Eu sei, talvez importância e atenção demais para uma pessoa insignificante, ou pior, toda a atenção que eu poderia lhe dar.

Um ar de revolta me apertava os pulmões, e nem percebi ao ultrapassar o sinal vermelho. O motorista da outra via foi quem me trouxe de volta à realidade ao gritar “maluca!”, da janela do seu carro. Foi aí que parei de morder os lábios – sinal de quando estou irritada – como estava fazendo, freneticamente, há alguns minutos. O sinal em frente também estava fechado, e dessa vez eu lembrei de parar.

O telefone tocou, e o nome dele, ao lado de coraçõezinhos, apareceu na tela. Desliguei imediatamente o celular, jogando sobre o banco do lado e retornando à realidade, decidindo que caminho seguir para ir para casa. Foi então que pensei: para onde vou? O que farei depois que toda essa raiva passar?

Neste momento, instantaneamente, me veio o nome dele. Peguei a carteira, e num de seus compartimentos, num papel bem amassadinho, estava o número dele: Rafael Alexandre. “Catei” o celular que havia jogado de qualquer jeito no banco do carona e disquei os números. Chamava, chamava… caia na caixa eletrônica. Droga! Tentei mais uma vez, em vão. Percebi que os carros atrás de mim começaram a buzinar. Foi então que me dei conta que o sinal já estava verde. Passei a marcha, com o celular ainda na mão, e enquanto dirigia continuava a tentar falar com ele. A Amelia, que não gostava nem de conversar enquanto dirigia, provavelmente já teria infringido a lei de trânsito pelo menos três vezes naquele fim de tarde.

Finalmente, chegando em casa, deixei o carro parado em frente a porta principal. Esqueci o celular, bolsa, e todas as outras coisas dentro do carro, lembrando-me apenas de pegar as chaves. Entrei em casa e deixei a porta aberta. Olhei para o console da sala e para estante da televisão, ambos com vários porta-retratos exibindo fotos nossas. Tive vontade de passar a mão em tudo e jogar ao chão. Imaginei a cara dele ao ver tudo aquilo quebrado e seu tom de voz, me chamando de louca, e então sorri sarcasticamente. Pensei melhor e decidi não lhe dar esse gostinho.

Subi até o quarto, tirei os saltos, o blazer e a calça social, substituindo-a pela calça de moleton usada de manhã e calçando o tênis. Desci até o quintal e logo Billy se levantou, o rabinho abanando e pulando sobre minhas pernas. Peguei sua coleira e coloquei sobre seu peito. Segurei a guia e partimos em direção ao nosso lugar favorito, o cais. Como já era final de tarde, o sol já estava para se pôr, e a vista desse incrível acontecimento da natureza era muito bonita de lá. Depois de corrermos até o lugar, o próprio Billy estava cansado. Sentei à beira do cais enquanto Billy deitava espalhafatosamente sobre a madeira.

E depois de gastar toda a energia, tiveque liberar a raiva contida com algo que me negava a fazer. Foi então que chorei.

31/08/09 – Semana difícil mais uma vez, por isso o desaparecimento. Mas final de semana que vem apareço com alguma novidade ;)


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